Saiu no site O FUXICO
Veja publicação no site original: ORGANIZAÇÃO DO GRAMMY É ACUSADA DE CORRUPÇÃO E ASSÉDIO SEXUAL
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Premiação acontece no próximo domingo (26)
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Por Giovanna Prisco
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Em 2019, Deborah Dugan foi eleita a primeira mulher presidente da Recording Academy, instituição responsável pelo Grammy.
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Porém, ela foi demitida do cargo cinco meses após ter assumido, sob alegações de má conduta.
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A cerimônia da 62ª edição do Grammy acontece no próximo domingo (26), e Deborah está processando a organização por assédio sexual, corrupção, entre outros motivos.
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Segundo a moça, o seu afastamento foi ordenado apenas três semanas após ela ter enviado um email para o diretor-geral de recursos humanos da Academia.
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No processo, Deborah Dugan alega acusações contra uma “liderança historicamente dominada por homens”.
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Além disso, ela comenta sobre “conflitos de interesse flagrantes, negociação indevida por parte dos membros do Conselho e irregularidades na votação em relação às indicações ao Grammy Awards, tudo isso possibilitado pela mentalidade do ‘clube dos meninos’ e pela abordagem de governança na Academia”.
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Acusações de assédio e abuso sexual
No processo, Deborah também acusa os membros da organização de abuso e assédio sexual.
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A primeira alegação é contra o conselheiro geral da instituição, Joel Katz. De acordo com o texto, eles teriam participado de um jantar de negócios em maio de 2019.
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Na coasião, o advogado disse repetidas vezes que Deborah era “linda”, sugerindo que ele é “muito, muito rico” e que, juntos, eles poderiam dividir “viagens para suas muitas casas”, antes de tentar beijá-la.
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Outra acusação é contra Neil Portnow, antigo CEO da entidade, por parte de uma artista estrangeira e membro da Academia cujo nome não é revelado.
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“Um psiquiatra confirmou que a relação sexual entre a artista e o sr. Portnow provavelmente não foi consensual”, diz no processo.
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Corrupção nos votos
Em uma das partes do processo, Deborah afirma que existem inúmeros conflitos de interesse e compras de votos para as indicações e entrega do prêmio.
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Segundo ela, existem comitês secretos que decidem quem é indicado ou não, mesmo que a Academia tenha 12 mil membros votantes.
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Essas escolhas são feitas por representantes dos artistas e, em casos específicos, pelos próprios nomes que irão concorrer à premiação.
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