Saiu no site JORNAL NACIONAL
Veja publicação original: Campanha incentiva mulheres a denunciar agressor e buscar proteção
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Em 2018, todos os dias quase 13 mil mulheres foram agredidas fisicamente, em média, no Brasil. Mais de 4 mil foram espancadas.
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Para dar apoio às vítimas de violência, a Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos lançou a campanha “Em Defesa Delas”. O objetivo é incentivar as mulheres a denunciar o agressor e a buscar proteção.
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São milhares de mulheres que acordam e vão dormir com medo de sofrer algum tipo de violência. A cada duas horas, uma mulher é assassinada no Brasil.
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“Isso sempre aconteceu. Só que agora aparece mais e as políticas públicas são rasas, então elas continuam as mesmas. Já passou da hora da gente fingir que não está vendo”, diz a assistente social Hellen Rizotto.
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Um dos caminhos que as mulheres vítimas de algum tipo de violência podem buscar é a defensoria pública. “Se a mulher se sentir vulnerável ou se ela tiver alguma dúvida, ela não precisa esperar esse fato acontecer, uma violência acontecer, ela pode procurar a defensoria pública para se informar a respeito dos direitos que estão disponíveis a ela na Lei Maria da Penha. E essa mulher vai ter direito ao que a gente chama de medidas protetivas de urgência”, explica Rita Lima, defensora pública do Distrito Federal.
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Só em 2018, todos os dias quase 13 mil mulheres foram agredidas fisicamente, em média, no Brasil. Mais de 4 mil foram espancadas. Vítimas de todo tipo de agressão já procuraram a ajuda da Defensoria Pública, que faz cerca de 50 mil atendimentos por ano. E a maior parte dessas mulheres foi agredida dentro da própria casa.
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“Ela pode entrar com ação para garantir outros direitos que ela queira naquele momento, por exemplo, pedir divórcio, pedir guarda de filho, pedir suspensão das visitas caso o agressor esteja usando isso pra ameaçá-la, então ela pode sim procurar o serviço da defensoria, inclusive, só pra orientação e entrar com ação judicial quando ela achar necessário”, diz Debora Cristina Pezzuto, defensora pública do estado de SP.
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As mulheres também podem denunciar as agressões pelo Disque Denúncia, pelo 180. Em 2018, o serviço registrou mais de 90 mil denúncias.
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O Jornal Nacional conversou com uma mulher que superou o medo do ex-marido e denunciou as agressões. Ainda é difícil viver com tranquilidade, mas com apoio ela conseguiu sair do ciclo de violência: “A minha dica pessoal mesmo é que procure um atendimento, procure a defensoria, um atendimento psicológico que é o que ajuda a gente muito, ajuda a gente a ter força, não deixa essa situação prender você. Você só precisa de um pouquinho de força, coragem para buscar o seu norte, para buscar resgatar sua vida”.
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