Saiu no site REVISTA GALILEU
Veja publicação original: Academia de Ciências dos EUA expulsará acusados de assédio sexual
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Decisão foi considerada marco histórico para a instituição norte-americana, que tem 150 anos
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Academia Nacioal de Ciências dos Estados Unidos (NAS, na sigla em inglês) anunciou que expulsará todos os membros da insituição acusados por assédio sexual. A decisão foi considerada um marco na história da organização de 150 anos, pois essa será a primeira vez que alguém poderá ser, de fato, excluído da entidade.
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De acordo com o site da NAS, a mudança no Código de Conduta da insituição foi feita através de uma votação que dependia de maioria simples — 84% votaram a favor, enquanto 16% foram contra. No estatuto, assédio sexual é definido como “avanços sexuais indesejados, pedidos de favores sexuais e outras condutas verbais ou físicas de natureza sexual que criam um ambiente intimidador, hostil ou ofensivo.
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Os infratores da emenda poderão ser expulsos por uma maioria de dois terços de votos do conselho de 17 pessoas da Academia, de acordo com a revista Science. “Não será mais tolerado um clima que não permita que as mulheres tenham a mesma chance que seus colegas homens de prosperar”, disse Marcia McNutt, presidente da NAS.
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Para Nancy Hopkins, bióloga molecular e professora do MIT, essa é uma excelente ideia: “Colocar o poder e o prestígio da Academia por trás disso — e outras questões de má conduta científica — é extremamente importante”, afirmou ao The New York Times. “Isso não resolverá esse problema, mas é um componente crítico da solução — à medida que continuamos a avançar em soluções benéficas para a ciência.”
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Hoja a entidade conta com 2.350 membros e 485 associados estrangeiros — desses, cerca de 190 são ganhadores do Prêmio Nobel. Dentre eles está o astrônomo Geoffrey Marcy, que renunciou à sua posição na Universidade da Califórnia em outubro de 2015 após ser considerado culpado por assédio sexual.
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